SE TOQUE - Grupo de Apoio e Prevenção do Câncer de Mama
Av. Presidente Castelo Branco, 702/Sala 22 - Horto - Ipatinga/MG
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Mensagens

Depoimentos

Em 2001, percebi um "caroço" em minha mama esquerda, realizei vários exames a fim de esclarecer. Precisei passar por dois profissionais para chegar a um diagnóstico, mas estava tranqüila e confiante. Para minha surpresa o tumor era maligno. Vivi momentos difíceis: cirurgia, quimioterapias, radioterapias; entretanto minha fé e o apoio de pessoas queridas foram essenciais para a cura. Percebo que o câncer me acrescentou muito, tornei-me uma pessoa mais forte e humana. Hoje, sou voluntária de um Grupo de Apoio e Prevenção do Câncer de Mama - Se Toque - que nasceu com a vivência desta experiência. É neste grupo que nos fortalecemos e buscamos a conscientização das pessoas para que esta doença seja detectada precocemente.
Gioconda Thomaz Pereira Pascoal
Ex-presidente do Se Toque

Lucinha

Tive câncer com 52 anos. Fazia anualmente a mamografia e, desta vez na ultra-sonografia, foi detectado um nódulo de 0.5 mm, não palpável, e imediatamente o médico me pediu que fizesse o agulhamento. Em seguida, a cirurgia para a retirada do mesmo, do qual seria feito a biópsia.

Foi constatado o câncer de mama. Foi triste ouvir do médico esta notícia, mas em momento algum tive revolta e medo de morrer. Com os pés no chão, fui decisiva em pensar que a superação de uma doença tão temida está em seu interior. Senti que Deus ia me ajudar e como me ajudou! Durante todo o tratamento pedi muita força para ele. A vontade de viver com saúde me levou a buscar força e passá-la par todos: minha família, meus filhos principalmente e minhas amigas. A minha fé em Deus e o apoio que recebi de todos me deram oportunidade para crescer espiritualmente, de me inteirar o que era câncer de mama e de vencer todas as etapas (cirurgia, quimioterapia e radioterapia), com serenidade e confiança de que superaria esta triste fase da minha vida.

O câncer foi um grande obstáculo por qual passei, mas que aumentou meu sentimento de fé, humildade, gratidão e valor às coisas. Participo do Grupo "Se Toque" com o objetivo de apoiar o processo de prevenção e cura das pessoas atingidas pelo mesmo mal, oferecendo apoio e sendo solidária aos outros, pois ao fazermos o bem ao nosso semelhante estaremos fazendo o bem a nós mesmos.
Tia Lucinha
(Maria Lúcia Pereira Madureira)

Eunice

Eu tinha 41 anos quando descobri que estava com câncer (1996). "Senti um caroço na parte de cima do seio direto, não me preocupei, mas fui ao médico, fazer um preventivo como faço todos os anos". Fiz os exames que deram positivos. Começou aí um trajeto difícil.

Oncologia, cirurgia, radioterapia, fisioterapia e muita fé em Deus e vontade de cuidar dos meus anjinhos. Contei com ajuda dos meus parentes, vizinhos e uma em especial. Algum tempo depois fui convidada pela Gioconda que também passara pelos mesmos problemas. Ela queria formar um grupo de apoio a quem tivesse precisando de ajuda.

Sei hoje como um grupo destes é importante para divulgar e alertar as mulheres quanto ao exame das mamas.
Eunice Alves do Santos

Josefina

Eu tinha 41 anos quando fazendo o auto-exame percebi um nódulo em minha mama direita. Procurei meu ginecologista que imediatamente me encaminhou para o mastologista. Após uma série de exames especialmente mamografia e biópsia através de punção, recebi a confirmação da suspeita: câncer de mama. Por ser muita intuitiva, não foi surpresa para mim. Mas o estigma da doença me fez faltar o chão sob os pés. Me preocupei de imediato como seria a vida a partir daí para meus filhos, ainda adolescentes, e meu marido.

Fiz a cirurgia retirando o quadrante superior externo, onde estava o nódulo, e ainda precisei fazer biópsia da mama esquerda que felizmente deu resultado negativo. O tumor retirado da mama direita estava encapsulado, sendo câncer o nódulo menor que se encontrava dentro do maior. Graças a Deus a doença estava em uma fase que não precisei me submeter à quimioterapia, fazendo somente as sessões de radioterapia.

Não me revoltei em nenhum instante e pude perceber quão grande era minha fé. Me fortaleci através de minhas orações, e meu marido junto a toda minha família, foram meu "porto seguro". Acredito na vida, foi um tempo de muitas reflexões. Tenho muitos sonhos, e sinto necessidade de viver sem perder tempo, não deixar para depois viver já. Aprendi a buscar mais tempo para mim, mas também doar o que posso como voluntária em diversos grupos. Inclusive faço parte da ONG "Se Toque".
Josefina de Fátima Barroso Pinho Tavares
Presidente do Se Toque

Águida

Este meu testemunho é para passar para vocês que, hoje o lema de que o câncer não é mais sinônimo de morte. Meu nome é Águida, moro em Ipatinga desde 1964. Em 1991 aos 51 anos eu tive uma triste notícia de que eu estava com câncer. Como descobri: Não estava fazendo o auto-exame, pois naquela época não se falava em prevenção ou mesmo em auto-exame. Era pouco divulgado alguma coisa sobre o câncer.

Eu estava tomando banho e ao passar o sabonete eu senti um caroço e, por sinal bem grande. Já estava com 2 cm e meio. Procurei meu médico. Ele fez a retirada do caroço, mandou-o para exame e veio o diagnóstico de câncer. Fui para Belo Horizonte e retirei um quadrante da mama. Fiz quimioterapia e radioterapia. Hoje faço exames de controle. Tive aceitação do câncer graças à fé que eu tenho em Deus e aos tratamentos que fiz. Sei que estou curada. Durante o tratamento eu não tive vômitos, nem meu cabelo caiu. Hoje levo uma vida normal. Tenho minhas limitações como todas as pessoas que passaram pela doença têm. Faço parte do Se toque uma Ong sem fins lucrativos a qual foi fundada a dois anos por mulheres que passaram pela doença.

Este grupo existe para passar às mulheres a nossa experiência, a prevenção, o auto-exame, principalmente às mulheres carentes e para mostrar que o câncer tem cura se descoberto no início. Nós temos um projeto e este está para ser concretizado, que é ter a nossa própria casa de apoio e, dar às pessoas que estão em tratamento um pouco de auto-estima, amor e carinho para que elas tenham uma recuperação completa. Esta casa vai existir depois que as pessoas virem o nosso site e se unir ao nosso grupo nos ajudando com doações para a construção da casa, e depois para a manutenção da mesma. Quero pedir uma atenção especial para os nossos governantes em relação à saúde para que em 2005 o Brasil tenha uma saúde olhada com carinho e com amor, porque nós brasileiros, merecemos viver num país maravilhoso.

Precisamos de aparelhagens para se fazer o diagnóstico da doença depois o tratamento. Que esta aparelhagem seja aberta ao público, principalmente aos mais carentes que não têm um plano de saúde, e que dependem dos governantes. Conto com o apoio e atenção dos mesmos e agradeço a todas as pessoas que acessarem o nosso site.
Águida